A noite esta fria. Feche a jenela e me deixe aqui fora.
Espere, ouça minha voz gritar seu nome
Não era o vento, nem era voz.
O gritar talvez não era. E agora?
Eu ja senti fome. Não quis me alimentar de saudade
Sede ja não sinto. Talvez eu beba um pouco de vontade.
Eu tinha medo de estar cada vez mais lá fora.
E agora?
Voce estava sempre atrás da porta.
Mesmo se eu chamasse seu nome
Mesmo se mudasse as estações.
fazia frio, sem voce por perto.
Janela fechada. O colorido se vai.
O mesmo amarelo ja manchou
Minha camisa verde-vida.
E agora, abriu-se a ferida
em meu peito incolor.
Ah, que vontade que eu tinha
De estar em sua sala vazia.
O rosto junto ao meu.
Tua mão sobre a minha.
Era o que mais eu tinha
Em pensamento que em mim viveu
Agora?
Só restou a aurora e eu aqui de fora.
Nao abra sua janela
Deixe-me ir. Farei de mim o que devia.
Farei de nós. eternos, enfim.
22.12.2008. 23:25
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
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Um comentário:
senti uma agulhada fria na espinha!
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