quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Mancha.
Esse colorido que suja o tecido
borrou meu peito cinza escuro
fazendo o vazio aquarela
muda a cor do mundo.

Está pálido lá fora.
Iluminado com uma só vela
O lixo vazou como cor-de-aurora
O sol se esconde atrás da cela.

O verde fez-se ausente
O que era cor, não mais volta
Cor-do-vazio presente
O que habita em mim é natureza morta.

Alberto Nicco.

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